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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bel Borba no cenário de Salvador

Vagando pelas ruas de Salvador, nos encontramos com mosaicos contendo uma variada gama de significados, como andorinhas voando, bicicletas perdidas e pessoas em seus diferentes habitués.

Bel Borba proporciona aos concretos da cidade um encanto digamos que perdido no espaço.

Vale também conhecer o CENTRO ALIANÇA DE PEDIATRIA e seu belíssimo jardim...




Alberto José Costa Borba, soteropolitano, filho de advogados, nasceu em 23 de janeiro de 1957. Aos 8 anos, criou sua primeira obra em xilogravura. Vendeu para uma vizinha. “Desde aquele tempo, vivo da arte”, orgulha-se. O artista chegou a cursar Direito durante dois anos, mas logo se rendeu definitivamente ao talento. A Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi o passo seguinte. Não chegou a concluir. Precisava viajar demais, levando sua arte para as mostras espalhadas pelo Brasil. 

Antes, chegou a trabalhar em uma agência de publicidade. Com o primeiro salário, comprou uma prancha de surfe. Pegou onda em Bali e aproveitou como pôde os anos 70. Na arte, dedicava-se principalmente à pintura com spray. “Comecei a achar o spray comercial demais. Queria algo no estilo feito à mão”, conta. Pintura a óleo foi a solução encontrada para fazer “arte com cara de arte”. 

Logo estava criando cenários para peças de teatro, principalmente as dirigidas por Márcio Meirelles. Dessa forma, aprendeu a trabalhar rápido. Para estreitar o abismo entre a arte e o público, levou suas obras para as ruas. “Tudo aqui é meio céu aberto. Salvador tem essa cultura de rua”, observa, com metade do charuto em mãos.

Conhecer – e reconhecer – seu trabalho não é tarefa difícil para quem circula por Salvador. Do viaduto que liga Ondina a Garibaldi surgem morcegos em mosaico. No Rio Vermelho, orixás no Largo de Dinha abençoam quem passa pelo bairro boêmio. A feia encosta na subida para a Fazenda Grande ganha forma de uma enorme tela onde pássaros feitos em mosaico tornam a paisagem admirável. 

Mais AQUI.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Painéis de Rodrigo de Haro



São de autoria do artista plástico Rodrigo de Haro os diversos painéis de mosaicos encontrados no prédio da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, localizados no hall de entrada, na parte frontal e nas laterais.

Os textos da obra resumem a história das Américas por meio de relatos de viagens, crônicas pré-colombianas, lendas amazonenses, literatura colonial e poemas de autores contemporâneos. Há excertos de textos do folclorista Câmara Cascudo, dos navegadores/cronistas Francisco Lopes de Gómara e Adelbert Von Chamisso e de escritores brasileiros como Raul Bopp, Pedro Port e Alcides Buss. No lado interno do hall da reitoria, parte de uma parede é dominada por um mosaico com a imagem de Catarina de Alexandria, padroeira dos estudantes e do Estado de Santa Catarina. E, na parede a ser refeita, está a obra “Travessia”, com os traços de Rodrigo de Haro e os seres míticos que predominam em sua obra plástica.

Os painéis feitos por Rodrigo de Haro se tornaram uma das atrações da universidade e, para muitos, uma visita obrigatória para quem vem a Florianópolis. É comum pessoas que participam de congressos e outros eventos na UFSC posarem para fotos em frente à reitoria por causa da obra. O trabalho é citado no livro “Mosaicos brasileiros”, de Henrique Gougon, como uma das referências na arte do mosaico no país.



Sebastião Caboto era navegador veneziano a serviço do governo espanhol quando chegou à uma ilha nas costas do atual território de Santa Catarina. O ano era 1530 e o dia 25 de novembro, data dedicada à Santa Catarina de Alexandria. Por causa disto e também para homenagear sua mulher, Catarina Medrano, resolveu batizar a ilha com o nome de Ilha dos Patos de Santa Catarina.


Para saber mais AQUI e AQUI.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Aeroporto Internacional de Florianópolis Hercílio Luz



O artista plástico maranhense Almir Tirelli produziu, para o aeroporto de Florianópolis, a maior tapeçaria feita artesanalmente no Brasil, com mais de 36 metros quadrados. A obra foi feita  em homenagem ao trabalho açoriano na confecção da rede de pesca e das rendas, tão famosas na região.

Inaugurado em 1976, o aeroporto Hercílio Luz, é considerado hoje o 14° mais movimentado do país e um dos que mais recebe vôos charter na temporada de verão, comprovando que Florianópolis é realmente um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil.

Outra característica positiva do nosso aeroporto é a ótima localização geográfica e sua condição meteorológica, que possibilitou, desde a sua fundação um  alto índice de operacionalidade (99%).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Painéis de Poty Lazzarotto

Painel feito de cerâmica pelo artista Napoleon Potyguara Lazzarotto, que fica no aeroporto Afonso Pena em Curitiba/PR.

"A Porta para o Mundo"

Revoada de pássaros-sonho do homem voar, Ícaro aproximando-se do Sol, pesquisas de Leonardo da Vinci e Bartolomeu de Gusmão, Santos Dumond com seu chapéu de dândi e o 14 BIS, menino empinado pipa e homem alcançando a lua.



Painel de Poty Lazzarotto  na  Praça 19 de Dezembro
Curitiba/PR


O Painel representa a evolução política do Estado descrevendo os ciclos históricos e econômicos do Paraná. “Descoberta do ouro; evangelização; bandeirantes desmatando florestas; povoamento de cidades; comércio dos tropeiros; índios descendo o rio em suas embarcações; lavradores e ação de líderes que iriam promover a emancipação política do estado".

Poty Lazzarotto, grande muralista paranaense, deixou sua expressão por meio  do muralismo em várias cidades do Brasil e do mundo. Poty tem uma forma simples de detalhar todo um enredo através de uma obra de arte, o que aguça nossa imaginação ao admirar tais obras.

Filho de italianos, Napoleon Potyguara Lazzaroto, conhecido simplesmente por Poty, nasceu em 1924 na cidade de Curitiba e faleceu em 1998, na capital paranaense. Poty estudou litografia em Paris e deu aulas em escolas de arte na Bahia, Recife e Curitiba.

No decorrer de sua vida trabalhou principalmente com desenhos, gravuras, murais, serigrafia e litografia, também ilustrou livros de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Guimarães Rosa e Gilberto Freire.